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Fertilização in vitro

Fertilização in vitro

A Fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de Reprodução Assistida de alta complexidade que envolve diversas etapas e profissionais. Atualmente, em virtude do adiamento da maternidade por muitas mulheres, da incidência cada vez maior de doenças das trompas e de hábitos de vida pouco saudáveis (tabagismo, obesidade, uso de drogas, entre outros), a fertilização in vitro vem se tornando uma modalidade de tratamento muito utilizada. As principais indicações para este tratamento são:

  • fator masculino acentuado;
  • fator tubário (laqueadura de trompas, obstrução tubária, hidrossalpinge, etc);
  • baixa reserva ovariana (baixa quantidade de óvulos);
  • idade reprodutiva avançada associada a baixa qualidade de óvulos (pacientes acima de 40 anos passa a ser o tratamento de primeira escolha);
  • casais com indicação de análise genética dos embriões, entre outros.

Esta técnica de tratamento envolve uma equipe multidisciplinar e várias etapas. Sua principal característica é a indução da ovulação com medicamentos subcutâneos para disponibilizar o maior número de óvulos possível, coleta dos óvulos para a fecundação artificial em laboratório, cultivo artificial dos embriões por 3 a 5 dias e após, colocação dos embriões dentro do útero através de um cateter.

1o passo

Logo após a menstruação, entre o segundo e quinto dia do ciclo menstrual, iniciamos a indução da ovulação com hormônios subcutâneos. Nessa etapa utilizamos as gonadotrofinas recombinantes em 2 composições possíveis: hormônio folículo-estimulante (FSHr) sozinho ou em combinação com o hormônio luteinizante (LHr). Seu uso requer orientação mas é fácil e com poucos efeitos colaterais. Para entender como os ovários se comportam nessa etapa, realizamos o acompanhamento por ultrassonografia transvaginal seriada do crescimento folicular. O primeiro exame é feito no início do ciclo antes de iniciar os hormônios. Depois, repetimos a ultrassonografia no 5o ou 6o dia do ciclo. Se encontrarmos folículos com diâmetro médio acima de 14 mm, iniciamos outra medicação subcutânea para bloquear a ação da glândula hipófise, responsável pelo comando da ovulação. Afinal, como vamos coletar os óvulos, precisamos que eles fiquem bem guardados até o procedimento. Daí em diante, os exames são feitos em dias alternados até que os folículos atinjam o tamanho necessário para o próximo passo. A duração dessa etapa é de 9 a 11 dias.

2o passo

Quando os folículos atingem o tamanho necessário, é administrado outro hormônio subcutâneo, em dose única para promover o amadurecimento final dos óvulos. Temos opções diferentes de medicamentos para essa etapa e a escolha dependerá de cada ciclo, sua finalidade e o perfil da paciente. Aproximadamente 36 horas depois, procedemos a punção ovariano para coleta dos óvulos.

3o passo

A punção dos óvulos acontece em ambiente cirúrgico apesar do caráter pouco invasivo do procedimento, sendo realizada através da aspiração por agulha fina dos folículos ovarianos, por via vaginal, guiado por ultrassonografia. É necessária a sedação venosa como forma de anestesia, em virtude da impossibilidade em realizar este procedimento acordada. A punção dura em média 20 a 30 minutos e ao término, a paciente acorda da sedação e é encaminhada para repousar por algumas horas em quarto privativo. Após a punção, pode haver pequeno sangramento vaginal e dor na região pélvica mas o médico irá orientar e prescrever medicações para casa. Nesta etapa também é realizada a coleta de sêmen pelo marido, por masturbação, ou o descongelamento da amostra de sêmen previamente armazenada. Após, o material é encaminhada a equipe de andrologia para preparo da amostra para os procedimentos no laboratório.

4o passo

Uma vez disponíveis no laboratório óvulos e espermatozóides, entra em ação a equipe de embriologistas. O quarto passo é a fertilização dos óvulos em laboratório e o cultivo dos embriões nas estufas. O cultivo pode durar de 3 a 5 dias dependendo do protocolo sugerido pelo médico. Após a avaliação final dos embriões, 2 caminhos são possíveis. Podemos congelar todos os embriões para uso futuro, ou prepará-los para a transferência para o útero.

5o passo

Por fim, o último passo é a transferência dos embriões. O médico junto com o casal decidirá o número mais adequado de embriões a ser transferido. No dia, encaminhamos a paciente para o centro cirúrgico com bexiga cheia. Em posição ginecológica, os embriões são colocados gentilmente dentro do útero através de um cateter, guiado por ultrassonografia. O procedimento é indolor e o casal acompanha esta etapa através do monitor. Cerca de 9-12 dias após a transferência é feito o teste de gravidez.

Este tratamento tem chance de sucesso muito variável, dependendo principalmente da idade da paciente. De acordo com os últimos dados apresentados pelo SART (Society for Assisted Reproductive Technology), as chances aproximadas de nascido vivo (chance de ter um bebê em casa) por idade são:

  • menos de 35 anos: 57%
  • entre 35 e 37 anos: 45%
  • entre 38 e 40 anos: 31%
  • entre 41 e 42 anos: 15%
  • acima de 42 anos: 4%