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Inseminação intra-uterina

Inseminação intra-uterina

A inseminação intra-uterina (IIU) também é uma modalidade de tratamento considerada de baixa complexidade apesar de envolver mais procedimentos que a relação sexual programada e uma equipe multidisciplinar. A IIU é um tratamento indicado para infertilidade ligada a causas masculinas leves e moderadas, pacientes com dificuldade de ovulação como a Síndrome dos Ovários Policísticos, casais homoafetivos femininos e, em alguns casos, na infertilidade sem causa aparente.

Sua principal característica é a indução da ovulação com medicamentos orais ou subcutâneos para disponibilizar de 1 a 3 óvulos para a fecundação, que ocorre de forma natural, após colocação do sêmen capacitado dentro do útero através de um cateter. Recomenda-se este tratamento para mulheres com menos de 35 anos. Ela consiste de 3 passos.

1o passo

Logo após a menstruação, entre o segundo e quinto dia do ciclo menstrual, iniciamos a indução da ovulação com hormônios orais ou subcutâneos. O perfil da paciente e o motivo que levou ao tratamento definem qual a melhor opção. As medicações orais mais utilizadas nessa etapa são o citrato de clomifeno e, mais recentemente, o letrozol. No caso da medicação subcutânea, utilizamos as gonadotrofinas recombinantes em 2 composições possíveis: hormônio folículo-estimulante (FSHr) sozinho ou em combinação com o hormônio luteinizante (LHr). Seu uso requer orientação mas é fácil e com poucos efeitos colaterais. Para entender como os ovários se comportam nessa etapa, realizamos o acompanhamento por ultrassonografia transvaginal seriada do crescimento folicular. O primeiro exame é feito no início do ciclo antes de iniciar os hormônios. Depois, repetimos a ultrassonografia entre o 8o e 10o dia do ciclo. Daí em diante, os exames são feitos em dias alternados até que os folículos atinjam o tamanho necessário para o próximo passo.

2o passo

Quando a ultrassonografia revela de 1 a 3 folículos com diâmetro médio acima de 18 mm, significa que estamos próximos do momento da ovulação. Nesse momento administramos outro hormônio em dose única, subcutâneo, para promover o rompimento do folículo e liberação do óvulo. Normalmente utilizamos a gonadotropina coriônica (hCG) que simula o pico hormonal necessário para a ovulação.

3o passo

A ovulação ocorrerá 36 horas após a aplicação do hCG. O casal é então orientado a comparecer a clínica 24 horas após a aplicação do hCG para proceder a coleta do sêmen e a inseminação. Cerca de 2 horas antes da inseminação, o marido colhe o sêmen na sala de coleta da clínica, por masturbação, e o encaminha para um processo chamado de capacitação espermática. Este processo é realizado pela equipe de andrologia e como resultado final, temos uma amostra de cerca de 0,5 a 2 mL rica em espermatozóides móveis. Em casos específicos, não há coleta do sêmen e sim o descongelamento de amostra de sêmen previamente armazenada sob os cuidados da clínica. Após a coleta ou descongelamento e capacitação espermática, encaminhamos a paciente para o centro cirúrgico onde, finalmente, a amostra é colocada gentilmente dentro do útero através de um cateter, guiado por ultrassonografia. O procedimento é indolor e o casal acompanha esta etapa através do monitor. Cerca de 14 dias após a inseminação é feito o teste de gravidez.

Este tratamento tem aproximadamente de 20 a 25% de chance de sucesso por ciclo, quando realizado em pacientes com menos de 35 anos.