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Diabetes na gestação

Diabetes na gestação

A Associação Americana de Diabetes descreve o diabetes como um grupo de alterações metabólicas que culminam com elevação da glicose no sangue. Dentro desse rol de possibilidades, inúmeros perfis são descritos como a diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes gestacional dentre outras. Vamos falar exclusivamente do diabetes gestacional, aquele que tem início ou primeiro diagnóstico na gestação.

A resistência à insulina é típica da gestação e já está presente a partir do 2o trimestre. Essa resistência atende às necessidades metabólicas do feto ao disponibilizar maior quantidade de glicose circulante. No diabetes gestacional, há um defeito metabólico de incapacidade em secretar insulina em níveis necessários à demanda máxima. Isso leva ao aumento da concentração de glicose após as refeições que, apesar de não provocar sintomas na gestante, pode determinar efeitos adversos ao feto.

O diagnóstico pode ser feito na glicemia realizada na primeira consulta de pré-natal. Valores < 92 mg/dL são considerados normais, entre 92-125 mg/dL diabetes gestacional e > 126 mg/dL diabetes pré-gestacional. As pacientes que obtiveram resultados normais na primeira glicemia, realizam nova avaliação com o teste oral de tolerância a glicose de 75g de 2h entre 24-28 semanas. Consideramos o diagnóstico do diabetes quando pelo menos 1 valor está alterado dentre os seguintes: glicemia de jejum maior ou igual a 92 mg/dL, 1 hora maior ou igual a 180 mg/dL ou 2 horas maior ou igual a 153 mg/dL.

A principal repercussão fetal do diabetes é a macrossomia (peso fetal aumentado para a idade gestacional). Um feto muito acima do peso esperado pode ter dificuldades em um possível parto vaginal e acarretar o que chamamos de tocotraumatismos, lesões maternas ou do recém-nato decorrentes de um parto difícil. A escolha do parto eletivo por indução ou cesariana deve ser feita na 39a semana para reduzir os efeitos da macrossomia. Outra característica da gestação com diabetes é o risco aumentado para polidramnia (aumento do volume de líquido amniótico). Esta alteração pode levar ao parto prematuro por uma sobredistensão do útero estimulando contrações precocemente, ou promovendo rotura da membrana amniótica. Tardiamente, as crianças nascidas de mães diabéticas tem maior risco de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2.

O tratamento do diabetes na gravidez inclui combinação cuidadosa de dieta, exercícios e terapia com insulina.