R. Voluntários da Pátria 190 / sl 526
Botafogo - Rio de Janeiro
(21) 98176-1823 (whatsapp)
(21) 2246-5575
recepcao@novaclinic.com.br
Email

Hipertensão arterial na gestação

Hipertensão arterial na gestação

A hipertensão arterial na gestação é dividida na forma crônica (antes da gestação ou até 20 semanas) e na pré-eclampsia (hipertensão gestacional mais comum no 3o trimestre). Além disso, outras duas condições especiais merecem destaque: a síndrome HELLP e a eclampsia.

Na hipertensão crônica, devemos ter atenção ao tipo de anti-hipertensivo utilizado antes da gestação. Inibidores da ECA e diuréticos por exemplo estão contra-indicados na gestação e devem ser substituídos. A medicação preferencial nessa forma de hipertensão é a metildopa e a dose deve ser ajustada individualmente pelo obstetra.

A prevenção com aspirina 100mg ao dia no início da gestação é tema controverso, mas diversos trabalhos científicos sustentam seu benefício na redução da incidência das formas severas de pré-eclampsia. Não é necessária a dieta pobre em sal.

Na pré-eclampsia nas formas leve e moderada, devemos concentrar os esforços no uso de anti-hipertensivos e na monitorização laboratorial da gestante e ultrassonográfica do bebê. A hidralazina costuma ser a medicação de escolha nesta forma de hipertensão gestacional e sua dose também requer ajustes individuais pelo obstetra. Um exame de sangue para avaliar o padrão hematológico (células vermelhas e plaquetas) e as funções hepática e renal deve ser solicitado. A monitorização do bebê deve ser feita através da ultrassonografia obstétrica para avaliação do peso fetal, grau de desenvolvimento placentário e quantidade de líquido amniótico. Mas a avaliação mais importante é do Doppler da artéria umbilical e do ducto venoso. Alterações nos índices destes vasos pode indicar a necessidade de interrupção imediata da gestação. Aliás, a interrupção da gestação é a único tratamento definitivo para a pré-eclampsia e deve ser cuidadosamente planejada ou, indicada ao menor sinal de risco para mãe e feto.

Na pré-eclampsia grave a gestante deve ser hospitalizada para as medidas de controle. Anti-hipertensivos por via endovenosa são necessários na crise hipertensiva quando a pressão arterial  sistólica for maior que 160 mmHg ou a diastólica for maior que 100 mmHg. Pela irritação do sistema nervoso central, devemos prevenir as convulsões com o sulfato de magnésio infundido lentamente. Caso a convulsão ocorra, a eclampsia deve ser tratada com anti-convulsivantes – diazepam preferencialmente – e a gestante deve permanecer em unidade de terapia intensiva. Mesma recomendação vale para a síndrome HELLP. Nesse caso, o suporte básico da vida é a estratégia recomendada pela gravidade do quadro. Transfusões de hemácias e plaquetas podem ser necessárias e corticóides devem ser usados para melhora laboratorial da mãe e para amadurecimento do pulmão do bebê. O suporte ventilatório e hemodinâmico está indicado nos casos mais graves. Assim que o quadro estabilizar deve ser pensada a interrupção da gestação.