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Síndrome dos ovários policísticos

Síndrome dos ovários policísticos

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino caracterizado pela menstruação irregular ou ausente, hiperandrogenismo (aumento de caracteres tipicamente masculinos e presença de pequenos cistos na periferia dos ovários. Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. A hipótese é que ela tenha uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

Alguns sinais clínicos da síndrome são irregularidade menstrual, aumento de pelos no corpo, acne e obesidade. Em casos mais graves, pode predispor o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, infertilidade e câncer do endométrio. O diagnóstico da SOP é feito através dos critérios de Rotterdam (pelo menos 2 de 3 critérios): oligo ou anovulação (diminuição ou ausência de ciclos menstruais ovulatórios), excesso de androgênios clínica ou laboratorialmente e presença de 12 ou mais folículos medindo entre 2-9 mm em cada ovário na ultrassonografia. Também recomenda-se afastar todas as demais causas de aumento de androgênios.

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que ela pretende. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento, mas para isso é fundamental questionar se a paciente pretende engravidar ou não.

Os principais tratamentos são:

  1. a) Anticoncepcionais orais
    Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com tratamento à base de anticoncepcionais orais devido sua ação hormonal. A pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas, além de reduzir o volume dos ovários e o aparecimento dos cistos. Existem pílulas com composições específicas para controlar o excesso de hormônios masculinos – ciproterona por exemplo. Essas têm um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa. Mulheres que não podem tomar a pílula podem se beneficiar de outros tratamentos orais.
  2. b) Cirurgia
    Cada vez mais os métodos cirúrgicos para essa síndrome têm sido abandonados em função da eficiência do tratamento com hormônios orais. Mas alguns centros ainda realizam o drilling ovariano que consiste em cauterizar pequenos pontos na superfícies dos ovários com o propósito de melhorar a ovulação.
  3. c) Antidiabetogênicos orais
    Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é por meio de medicamentos para diabetes. A metformina vem sendo amplamente utilizada principalmente nas pacientes mais jovens, mais obesas e com sinais hiperandrogênicos mais exuberantes. Alguns trabalhos associam o uso da metformina com melhora na resposta dos ovários em pacientes que estimulam a ovulação para tratamentos de fertilidade.
  4. d) Dieta e atividade física

Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, simultaneamente com as medidas terapêuticas.

e) Indução da ovulação
Se a paciente pretende engravidar, o médico poderá lhe recomendar tratamento de indução da ovulação, não sem antes afastar as outras possibilidades de causas de infertilidade.